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  • Entendendo as mudanças nas regras para publicidade médica: resolução CFM nº 2.336/23

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou recentemente uma atualização significativa nas regras que regulam a publicidade médica no Brasil, por meio da Resolução CFM nº 2.336/23. Essas mudanças têm o potencial de impactar profundamente como médicos podem divulgar seus serviços e interagir com os pacientes. Neste post, vamos explorar detalhadamente as principais alterações, suas implicações práticas e como elas afetam os profissionais da área médica. 1. Divulgação de serviços e especialidades: Antes da atualização, os médicos tinham limitações na divulgação de seus serviços e especialidades. Agora, eles podem promover suas áreas de atuação, compartilhar informações sobre os tratamentos que oferecem e destacar suas competências. Isso cria uma oportunidade para os médicos esclarecerem ao público o escopo de seus serviços. Como se aplica? Um dermatologista, por exemplo, pode agora explicar em suas redes sociais os diferentes procedimentos estéticos que realiza e como eles podem beneficiar seus pacientes. 2. Divulgação de preços: Uma das mudanças mais significativas é a autorização para a divulgação de preços de consultas e procedimentos médicos. Isso permite que os pacientes tenham acesso a informações transparentes sobre os custos dos serviços médicos, ajudando-os a tomar decisões informadas sobre seus cuidados de saúde. Como se aplica? Uma clínica odontológica pode agora listar em seu site os preços de limpezas dentárias, tratamentos de canal e outros procedimentos comuns. 3. Campanhas promocionais: Os médicos agora têm a capacidade de realizar campanhas promocionais para seus serviços, desde que sigam as regras estabelecidas. Isso pode incluir descontos sazonais, pacotes de tratamento e promoções especiais. Como se aplica? Uma clínica de cirurgia plástica pode oferecer uma promoção especial de "verão" para procedimentos estéticos. 4. Uso de imagens de pacientes: A nova resolução permite o uso de imagens de pacientes, desde que tenham um caráter educativo. Isso significa que essas imagens devem ser usadas para ilustrar resultados realistas e educar o público sobre os procedimentos médicos. Como se aplica? Um cirurgião vascular pode mostrar imagens antes e depois de procedimentos de varizes para demonstrar os resultados alcançados. 5. Repostagem de elogios e depoimentos: A Resolução CFM nº 2.336/23 permite que os médicos repostem elogios e depoimentos de pacientes em suas redes sociais. No entanto, essas repostagens devem ser sóbrias e não prometer resultados extraordinários. Como se aplica? Um oftalmologista pode compartilhar um depoimento de um paciente satisfeito com sua cirurgia de correção de visão. As mudanças nas regras para a publicidade médica representam um avanço significativo na forma como médicos podem se comunicar com o público. Isso oferece a oportunidade de maior transparência na divulgação de serviços, preços e resultados. Entretanto, é fundamental que os médicos compreendam e tenham adesão às diretrizes estabelecidas pela Resolução CFM nº 2.336/23 para garantir uma publicidade ética e responsável. Essa atualização busca promover uma comunicação mais clara e informada entre médicos e pacientes, contribuindo para uma melhor compreensão e escolha informada na área da saúde. Como sempre, a ética e o bem-estar do paciente devem permanecer em primeiro plano. Para ler as atualizações no site oficial do CFM, clique aqui.

  • Conhecimento: a quebra da barreira

    Produzir conteúdo de valor é algo trabalhoso. Ainda mais quando não se tem um público relevante, engajado ou segmentado, saber quais são as dores e problemas do cliente se torna ainda mais difícil. E hoje viemos discorrer sobre esse tema. Alguns dias atrás, coisa de uma ou duas semanas, estava eu vendo alguma das minhas anotações - quando li algo engraçado, mas que é a chave, o click que nós, produtores de conteúdo precisamos buscar sempre: A quebra da barreira do conhecimento. Mas o que é isso, Carlos? Você deve estar pensando agora. A quebra da barreira do conhecimento nada mais é que deixarmos de supor que todos sabem tudo sobre tudo, o que automaticamente leva o conhecimento e nível de produção de conteúdo ao infinito. A quebra da barreira parte do pressuposto que nem tudo é tão óbvio quanto parece, mesmo que pra nós (produtores) pareça. Vou citar um exemplo, que é inclusive algo que sempre uso com os meus clientes. Quantos tutoriais 'óbvios' existem na internet? "Como acender a luz", "Como utilizar uma colher", "Como beber água". Tutoriais óbvios, não? Até que não é bem assim. Na psicologia existe um estudo sobre uma das formas de desenvolvimento neuropsicomotor infantil chamada teoria do construtivismo, construída na primeira infância a partir das descobertas da criança. A teoria consiste em deixar a criança descobrir o mundo ao seu redor, de maneira totalmente livre e espontânea, com o mínimo de interferência quanto possível. O grande ponto da questão é quando a criança não consegue 'passar' por alguma dessas fases, apresentando certa dificuldade para poder construir esse conhecimento de maneira 100% autônoma. E onde eu quero chegar? Nem todos somos a do tipo que consegue construir esse conhecimento sozinhos, quanto mais nosso cliente. Partir do princípio que seu cliente sabe o que você sabe é errôneo. E estamos insistindo no erro cada vez mais. Nem tudo é tão óbvio quanto parece. Partindo agora desse conhecimento que acabei de te passar (o mundo dá voltas, né? hahahah), a possibilidade de criação de conteúdo vai até o infinito. Partindo de definições 'bobas', explicações 'simples' ou 'banais', TUDO, repito, absolutamente TUDO é conteúdo. Nada é tão óbvio que não mereça um tutorial. Nada é tão claro que não possa ter conteúdo produzido sobre. A barreira foi quebrada e, a partir de agora, o céu é o limite.

  • Venda X Entrega: Devaneios sobre Overdelivery

    Há alguns anos tenho reparado muita coisa engraçada acontecendo. O período pós pandemia tem nos mostrado, cada vez mais, quem é de verdade e quem não é. Vocês querem conteúdo? Compra meu curso, paga minha mentoria. O foco tem ficado cada vez mais distante do cliente. Overdelivery é, por definição entregar acima do que foi prometido. Over tem sua origem no inglês e significa "acima de", já delivery estamos mais acostumados, significa entrega. O nível de conquista do cliente tem base em vários pilares. Persuasão, ativação do límbico (ou até mesmo o reptiliano), fortes promessas, despertar desejo e oferta de soluções, entre outros. Porém, e digo isso com minha mão no fogo, nenhum desses é maior ou mais importante do que a relação promessa x entrega. Se você cria uma expectativa no cliente, de duas uma: ou você entrega menos do que prometeu, ou você entrega mais que a promessa. Dificilmente há um meio termo e é extremamente difícil atingir o ponto médio entre essas duas possibilidades. Caso você entregue menos do que promete, tenho uma má notícia para ti: a sua base é instável, fraca e pouco eficaz. Você pode ter o melhor produto do mundo, caso entregue menos do que efetivamente promete, não vale de nada. Teu cliente vai ter uma quebra de expectativa diante tudo aquilo que foi vendido pra ele. Venda é sobre expectativa, devemos sempre ter em mente a imagem que estamos passando, o que estamos buscando e o que estamos vendendo. De nada adianta gerar uma expectativa muito alta se não estivermos dispostos a suprir tudo aquilo que ela exige. Com isso, percebemos que overdelivery não é uma escolha, é a base para construção do processo de venda e entrega, é sobre gerar uma expectativa e supri-la com excelência, buscando sempre ser melhor do que o seu cliente poderia jamais imaginar. É sobre entregar muito acima de tudo aquilo que você vende, seja em serviços, atenção, exclusividade. Vender nunca foi sobre vendas, vender é sobre entrega. Nunca foi sobre "o que eu vendo", mas sim sobre "o que eu entrego para o cliente". Simple as that. Overdelivery é o que falta no mercado. É o ponto falho de 95% das pessoas no mundo. Sem overdelivery estamos lidando com commodities. Você deixa de vender uma experiência diferenciada e passa a vender apenas mais um produto, você é apenas mais um na multidão. Seja diferente. Seja especial. Marque a vida do seu cliente. Seja alguém em quem ele pode confiar. Tenha uma promessa forte. Entregue mais.

  • Gatilhos Mentais: O que são e como um médico deve utilizá-los

    Gatilhos mentais são palavras e frases, que articuladas da maneira correta, visam persuadir ou convencer o seu cliente de tudo aquilo que você propõe. Por serem meios de se atingir o seu objetivo, muitas pessoas pensam que copywriting se trata simplesmente de ‘jogar’ os gatilhos ao potencial cliente, indiscriminadamente. Porém, devemos nos atentar e sempre lembrar: o seu cliente é uma pessoa, e assim como você, ele também gosta de criar relações. Resumidamente: gatilhos mentais são como chaves que abrem determinados tipos de comportamentos em nosso cérebro, de maneira quase que automática. Antes de mais nada, vou começar te situando no desenvolvimento humano. Durante muito tempo, a raça humana foi dependente quase que exclusivamente do sistema límbico, o pensamento irracional. Não o sistema límbico neuroanatômico, mas sim o sistema límbico funcional. As ações humanas eram tomadas de acordo com suas emoções e sentimentos, e por muito tempo isso era base para todo o nosso pensamento. Era o suficiente. Com o passar do tempo, foi-se desenvolvendo o neoencéfalo - “corpo pensante” - que hoje nos faz buscar um porquê, uma razão justificável para cada escolha tomada em nossas vidas. - Mas aí você se pergunta: “Tá Carlos, e aí? O que eu tenho a ver com isso?” - E eu te respondo, meu pequeno padawan: TUDO. Se eu pudesse resumir qualquer ser humano em três palavras, diria que são feitos de carne, emocional e racional. Essas duas últimas, importantíssimas, governam a sua maneira de pensar, seus comportamentos e atitudes, e brigam incessantemente pelo controle. Copywriting nunca foi sobre escrever palavras bonitas. Copywriting se trata de ativação de sistemas. Ativação de emoções, sentimentos, ao mesmo tempo que se estes são sedimentados em bases lógicas e justificadas. Dica de leitura: pesquise sobre a teoria do esquema, um tema da psicologia, para entender melhor como tudo isso funciona. O sistema límbico, como sistema emocional, age de maneira impulsiva, impensada e totalmente irracional, buscando sempre economizar o máximo de energia possível, com respostas rápidas e diretas. Já o Córtex atua de maneira totalmente contrária, buscando sempre ser o mais racional possível, sem perder a lógica e a razão. É interessante citar aqui também o sistema reptiliano. Mais antigo dos três, é ainda, mais primordial. Nele as decisões são tomadas de maneira totalmente irracional, sendo fator de decisão única e exclusivamente as sensações. Pensa naquela pessoa que fica com raiva quando tá com fome, que briga e xinga e não tá nem aí pras consequências futuras disso no que tange a inter relação com os outros. Ela não tá agindo por mal, isso é simplesmente um dos efeitos do sistema reptiliano sobre os pensamentos e atitudes dela. Partindo desse princípio, o copywriter se vê em um vale verde e fértil: o cérebro humano, onde pode literalmente brincar com as sensações e sentimentos, com a ativação do emocional e do racional de seu cliente, se souber onde está pisando. Como já diria um ex professor (nada querido) meu: “A gente só cumprimenta quem a gente conhece”. Não tem como trabalhar com gatilhos mentais se não sabemos quem são, onde atuam, como utilizá-los, e principalmente: como não utilizá-los. Um grande erro de uma copy mal feita é o uso errôneo de gatilhos mentais, e o mais triste é que isso tem se tornado recorrente. Pensar tem dado trabalho demais. Muitos pararam de fazer copy, e passaram a fazer cópia. O mercado está ficando saturado, exigindo cada vez mais capacitação. Estude, estude, estude. E não pare nunca. Seja diferente. Seja melhor.

  • Desabafos de um acadêmico no último ano de medicina

    Texto adaptado do livro publicado pela instituição. Escrito em 23/10/2023 por Carlos Felipe. Ah! São Chico. Por onde começar? Antes de tudo, vou me apresentar. Para quem não me conhece, meu nome é Carlos, tenho 24 anos e sou acadêmico de medicina do UNIBH. Talvez, enquanto você lê isso, eu já tenha me tornado médico. Sou empreendedor, tenho uma empresa de Marketing (uma das minhas grandes paixões) e sou apaixonado por inovação em saúde. O meu grande sonho é transformar o sistema de saúde - dos pontos mais simples aos mais complexos. Tive a honra de ser interno de gestão em saúde (administração, gestão hospitalar, inovação e pesquisa) no São Francisco, também conhecido como FHSFA - Fundação Hospitalar São Franscisco de Assis, e é sobre isso que eu quero falar hoje. Seria muito fácil da minha parte escrever esse texto. Poderia relatar um pouco de cada coisa que vivi, um pouco de cada setor que visitei, um pouco das certificações que adquiri - e todos ficariam satisfeitos. Mas hoje eu quero falar sobre transformação. Sobre um lema, às vezes explícito, mas a maioria delas implícito: cuidar do amor de alguém. Viver o São Chico, respirar esse ambiente, estar cercado de pessoas comprometidas, e muito além disso, engajadas em cuidar do amor de alguém, foi uma experiência transformadora na minha vida. Eu não sei se você é acadêmico, se você é médico, profissional da saúde ou entusiasta. E realmente? Pouco ou nada importa de onde você vem e onde você está hoje. Lá, eu reaprendi a amar. Sejam nos singelos “bom dia!”, na forma de sutura, no cuidado ao olhar no olho e no “tá tudo bem?”, foram poucas as vezes em que me senti tão amado. Não ironicamente, é engraçado pensar que o que nos torna humanos é algo que pode ser escasso. O amor é escasso hoje em dia. Se sentir amado? Raro. O amor transforma. E ser amado nos faz amar. Dizem que a boca fala sobre o que o coração está cheio. Um coração cheio de amor não pode fazer outra coisa, se não amar. Amar o porteiro, amar o faxineiro, amar o diretor. Amar àqueles que vieram de uma cidade a 800km daqui, os quais eu ainda nem sei o nome. Já amo. Não por ele, claro que não. Por mim. Por que esse sou eu, e é disso que eu sou feito. É bom ser lembrado disso às vezes. Somos amados. Somos queridos. As pessoas se preocupam, de verdade e com muita intensidade, com a gente. Mesmo que não nos conheçamos tão bem. Lá, conheci, vi e vivi de tudo. Me permiti viver “a experiência São Francisco” de peito e coração abertos. Pulei de ponta. E que experiência! Dos corredores às aulas presenciais, dos entediantes momentos no escritório às visitas guiadas ao CTI. Poucas vezes na vida vi tantas doses tão genuínas de cuidado, de amor, de carinho. De querer o bem - e buscá-lo com todas as suas forças - para um completo desconhecido. É difícil transcrever em palavras tamanho desejo e energia. Muito mais: transmitir, muito além de um lema, um estilo de vida. Creio que isso pode transformar o mundo. Quantas vezes nos encontramos, em um dia corrido, deixando de ser 100% genuínos? Deixando de prestar o nosso melhor, a troco de um atendimento “não tão bem” realizado para alguém que precisa de 150%?Quantas vezes nos deixamos levar pela rotina, pelo cansaço, pelo desânimo? Aqui, eu lembrei do que me trouxe até aqui. O amor. Já fazia algum tempo em que eu sentia falta disso. De medicina por amor. Amor de verdade, não uma frase bonita para postar no instagram. Amor aos que precisam. E normalmente, quem precisa do médico? É o paciente que não está bom. O com as piores feridas. O que cheira mal. O que nenhum outro daria atenção - normalmente, o julgaria e o excluiria do convívio comum. É a esses que viemos. E não viemos ao léu. Viemos para pegar na mão. Muito além de aferir a pressão, frequência cardíaca, fazer ectoscopia. Seriam infinitos os termos técnicos disponíveis para utilizar aqui. Viemos para pegar na mão. Antes de tudo, trazer conforto. Medicina é sobre cuidar, antes do curar. É sobre arte, e nós somos os artistas. Não ironicamente, grandes personalidades são médicos. Guimarães Rosa, Da Vinci… JK. Sim, o presidente. Veterano de Guimarães Rosa na Faculdade de Medicina da UFMG. Aquela mesma, aqui no centro de BH. E nós (há muito) parecemos ter nos esquecido disso. Do que nos trouxe até aqui. O médico é, antes de tudo, um ser especial. Não por sua posição, não pelo seu conteúdo. Especial por estar fora da caixa. Sempre fomos os mais diferentes, criativos, os mais inovadores, que prezam pelo bem, e lutam com todas as forças - mesmo que o custo seja a própria vida. Somos os espadachins entre a vida e a morte, a saúde e a doença. Somos a última instância a quem recorrer, quando nada ocorreu como deveria. Às vezes sinto que nos esquecemos disso. Gosto de imaginar essa cena como uma luta em um coliseu. O jaleco é o manto, o estetoscópio (às vezes o bisturi) a nossa espada. Estamos cercados de leões diariamente, e ainda saímos (quase sempre) vitoriosos. A luta é real, a honra e a glória também. Que façamos por merecer, e que nossas cabeças se deitem com a certeza de que entregamos 200% da nossa capacidade. Que nos lembremos disso e, em todos os dias em que vestirmos a nossa capa e a nossa espada, estejamos prontos para lutar até o fim. Ao São Chico: eu voltarei. Ainda espero que fisicamente. Se não, ao menos, saibam que um pedaço importante do meu coração foi moldado aí, a ferro e fogo. Vocês transformaram, mais uma vez, a vida de alguém. Creio que já estão acostumados, mas os conhecendo como os conheço, sei que tratam cada uma de forma individual. A honra foi toda minha. Como diria Guimarães Rosa (e a forma que eu gostaria de terminar): “Hoje, temos a impressão de que tudo começou ontem. Não somos os mesmos, mas somos mais juntos. Sabemos mais um do outro. E é por esse motivo que dizer adeus se torna tão complicado. Digamos, então, que nada se perderá. Pelo menos, dentro da gente.” Saio daqui transformado. Claro, sabendo muito de gestão, inovação, ensino e pesquisa. Muito mesmo, o conteúdo é incrivelmente transformador. Mas, de tudo, o mais importante: com o coração e o espírito moldado. Com forma, jeito e cheiro de médico. E sem medo ou ego de seguir a minha vocação. Apenas amor. Com uma capa na mão e uma espada na outra, para lutar pelos que ninguém vê.

  • Público alvo e Persona: Tudo o que um médico precisa saber

    Antes de tudo, vamos começar do básico — e que guia a maioria dos processos quando se trata de internet. A teoria da comunicação tem por base o princípio mínimo de 3 pontos: o emissor, a mensagem e um receptor. Não existe comunicação eficaz sem algum desses pontos. O emissor nós já conhecemos: provavelmente é você. Se não, o processo é semelhante, mas precisamos de um “rosto” para passar a mensagem que você deseja dar ao mundo. Em outro momento, trataremos sobre a mensagem. No momento precisamos definir quem será o nosso receptor. No Marketing Digital, damos a ele o nome de persona. Também pode ser chamado de avatar, se você já está na internet há mais tempo. Preciso que você pense, com muita cautela, qual o público que você busca atingir. Quais são os gostos dele? Suas crenças? Profissão, estilo de vida? Abaixo, seguem algumas perguntas que sugerimos para te guiar nesse primeiro momento. Com o tempo, vamos lapidar esse avatar para chegar no seu público ideal, mas por agora é o que precisamos ter clareza. Importante: aqui, estamos falando de um público alvo. Não responda pensando apenas nos seus interesses e afinidades pessoais, mas sim das pessoas que você busca atingir nesse processo. Como base, utilizamos o questionário do blog da RD Station, disponível neste link. Itens para construção da persona Faixa de idade; Cargo/profissão; Hábitos; Frustrações/dificuldades; Desafios/dores; Crenças e valores; Hobbies e diversões; Estilo de vida; Hábitos de compra; Mídias sociais/meios de comunicação preferidos; Quem os influencia; Quais tecnologias usa; Onde busca informação; Critérios de decisão na hora da compra; Momento da jornada de compra em que se encontra; Como exemplo, preenchemos a lista com o nosso público ideal, para te ajudar a pensar no seu. Itens da nossa construção de persona Faixa de idade: 25 a 45 anos; Cargo/profissão: profissionais e acadêmicos da área da saúde; Hábitos: vida sempre corrida, tendem a receber bem (monetariamente falando), mas tem pouco planejamento e organização financeira, alta carga horária de trabalho semanal; Frustrações/dificuldades: baixa remuneração pelos seus serviços, alto volume de pacientes, pouco tempo livre/de qualidade e baixa qualidade de vida; Desafios/dores: não sabem como começar a sua vida profissional, ou já se veem no meio do fogo cruzado e se Crenças e valores: medicina de qualidade, atendimento de ponta e baseado em evidências e de que é possível ser um médico com tempo, qualidade de vida e bem remunerado; Hobbies e diversões: tem interesse em áreas que extrapolam a medicina, como poesia, arte, música, além de pensar fora da caixa; Estilo de vida: sempre muito ocupados e sem tempo, apertados financeiramente e tendem a estar frustrados com o seu momento de vida atual; Hábitos de compra: impulsivos, sempre tendem a focar no momento presente e fazem compras por status e impulso; Mídias sociais/meios de comunicação preferidos: Instagram e TikTok. Também usam muito blogs para obter informações mais técnicas e detalhadas; Quem os influencia: dois tipos de profissional: os que possuem autoridade real, referências acadêmicas e/ou profissionais, e os profissionais com grande autoridade percebida, que são referências da internet e/ou meios de comunicação — mas que não necessariamente possuem uma forte formação acadêmica; Quais tecnologias usa: as mais recentes, se enquadram nos chamados "early adopters", que sempre possuem as mais novas tecnologias (dispositivos/redes sociais) lançadas. Também tem acesso a meios mais tradicionais, mas quase sempre voltados para fins acadêmicos; Onde busca informação: redes sociais, periódicos, blogs/sites da saúde; Critérios de decisão na hora da compra: funcionalidade, importância para seu estilo de vida, praticidade no uso e status; Momento da jornada de compra em que se encontra: quase sempre tem pouca consciência da solução que buscam, mas a maioria absoluta das vezes tem consciência dos problemas que possuem;

  • Mais dinheiro na conta? Vamos ao essencial

    Eu te prometo que essa carta não é sobre dinheiro. Dinheiro você sabe fazer, tenho certeza. A maioria dos plantões paga, em média, R$1.207,00 por 12 horas de trabalho. Aqui em Belo Horizonte, há locais que pagam até R$ 2.000,00 pelas mesmas 12h. Dinheiro não é o problema. Nesse email eu quero refletir com você sobre o amor à profissão. Sobre a qualidade dos atendimentos. Te escrevo no meio da madrugada, são exatamente 01:57 da manhã de uma sexta feira. Estou com sintomas leves de gripe, e creio que não estou em condições de atender amanhã. Não é o ideal, não é o recomendado. Acabei de assistir um filme que me deixou completamente atônito. Espantado, na linguagem popular. Sem palavras, completamente sem acesso a nenhuma delas. A minha mente está a mil. Voando, sonhando. O filme se chama “Depois do Universo”, tem na Netflix. É um filme que nos conta a história de Gabriel e Nina. Não vou dar nenhum spoiler por aqui, pode ficar tranquilo. De forma sucinta e direta, a energia e paixão de Gabriel são contagiantes. É residente de clínica médica, e atende principalmente na seção de hemodiálise. O amor dele é contagiante. Eletrizante. É um médico apaixonado pelo que faz, extremamente solícito e prestativo. Cuida de cada paciente de forma ímpar. Não tenho palavras para descrever a alegria que fiquei ao ver o filme. Existem algumas reviravoltas no processo, que acabam nos deixando chateados. Não sei se você já viu, mas no final eu fiquei chateado. Não previa que o filme fosse terminar assim. Enfim, vamos ao ponto: há quanto tempo você se vê desestimulado com a sua profissão? Há quanto tempo se pega reclamando? Quantas vezes vamos ao hospital sem nenhuma gota de ânimo? Onde foi parar a nossa alegria, as mãos que curam, mas antes de tudo: cuidam? Me pego repetidamente com esses pensamentos na minha cabeça. Não sei se é algo pessoal, mas vejo que a forma como o ambiente funciona hoje nos induz a isso. É tudo tão hostil, tão bruto, sempre temos mais fichas do que somos capazes de atender com a devida atenção. Sempre somos chamados a fazer o impossível. E hoje, eu queria te propor algo impossível: não sei se você está indo para o hospital, se já está aí, se vai se preparar para pegar o noturno. Eu queria te propor a, por um momento, lembrar dessas palavras. Se lembrar do que te trouxe até aqui. Da paixão que queimava lá dentro quando você viu o seu nome na lista de aprovados para a faculdade de medicina. Eu também não sei se você é médico, se você é estudante ou se está na área da saúde. Mas isso é o menos importante. O cuidado vem do humano. E eu te desafio a, pelo menos por hoje, ser humano. Ver além da pele, dos ossos, da carne. Ver a alma de cada um dos seus pacientes. Escutar o que eles tem a dizer, com a devida atenção. Curar o que for curável, ser presente quando ela for necessária, dar o devido apoio quando este for a sua única opção. Por hoje, acho que devíamos nos lembrar disso. É algo que tem passado na minha cabeça, e que do absoluto nada esse filme me trouxe à tona. E, querendo ou não, é o essencial. Vamos começar do começo, e você está mais do que convidado. Vamos começar do essencial. Um grande abraço, e uma ótima semana!

  • O maior médico do mundo: Sherlock Holmes

    Hoje, eu desejo trazer à luz uma figura que embora seja amplamente conhecida na literatura, é menosprezada no campo da medicina. Desejo compartilhar um pouco sobre a inspiração por trás do personagem Sherlock Holmes: o Dr. Joseph Bell. Quem não conhece Sherlock Holmes, o detetive brilhante, com habilidades excepcionais de dedução e observação? No entanto, você sabia que o Dr. Joseph Bell, um médico escocês, foi a principal inspiração para Arthur Conan Doyle na criação de Sherlock Holmes? Tudo bem, talvez ele não tenha sido o maior médico da história, mas que ele foi extremamente relevante para a história, isso foi. O Dr. Bell não era apenas um médico. Ele era também um professor, um escritor, um estudioso, e acredite ou não, um especialista forense. Ele não apenas praticou medicina, como a revolucionou de maneiras que ainda reverberam fortemente hoje. Uma de suas contribuições mais fascinantes é a sua abordagem para a observação do paciente. Como um "detetive" médico, ele acreditava que cada paciente traz consigo uma história, escrita em seus sintomas, em sua aparência, em suas ações. Ele prestava atenção aos mínimos detalhes, desde a maneira como um paciente andava até o sotaque dele. Percebe a grande semelhança disso com as perguntas que fazemos ao receber um novo paciente? A aplicação desta abordagem "Holmesiana" transformou o diagnóstico médico, fornecendo uma ponte entre a intuição e a ciência. Seu olhar cuidadoso e agudo não apenas permitiu diagnósticos mais precisos, mas também ajudou a estabelecer as bases para a medicina forense. Até hoje há referências sobre a sua importância, em séries como Dr. House. Por que eu trago essa história para vocês hoje? A medicina é repleta de exemplos como este. Médicos que, impulsionados por uma paixão sincera, transformaram o mundo ao compartilhar sua visão única. E isso é um dos maiores trunfos que um profissional pode fazer. Ser ouvido, de verdade, pelo seu público. Eles eram mais do que médicos. Eles eram inovadores que, ao aplicar uma compreensão além do que foi ensinado na escola de medicina, se tornaram líderes em suas áreas. Eu desafio cada um de vocês a se inspirar no exemplo do Dr. Bell. Vamos além de ser 'apenas mais um no plantão'. Vamos nos comprometer a fazer a diferença, a melhorar a vida de nossos pacientes, a aumentar nossa compreensão da condição humana. Além disso, precisamos ser inovadores: em um mundo repleto de "propaganda" e mídias sociais, ser ouvido é uma capacidade que poucos desenvolvem, seja na escrita, oratória... visibilidade é um dos maiores diferenciais hoje quando comparamos os médicos bem-sucedidos e os médicos não tão bem sucedidos. Eu o desafio a perceber que a medicina é mais do que apenas uma profissão. É um campo que se entrelaça com todas as áreas do conhecimento humano. É uma vocação que requer uma paixão pelo aprendizado e uma dedicação incansável para melhorar a vida dos outros. Acho que esse é mais um dos meus desabafos e pensamentos da madrugada. Um cansaço dessa rotina de bater ponto e fazer as coisas por fazer. Mas acredito que podemos almejar mais. Muito mais. Existe um lugar onde essa inovação é possível e está esperando por você. E você está a poucos passos de conhecê-lo.

  • Construindo sua marca pessoal como médico: um guia prático

    No mercado brasileiro atual, ser um ótimo médico não é o suficiente. Para se destacar na multidão e atrair mais pacientes, você precisa construir uma marca pessoal forte. No entanto, a criação de uma marca pessoal não é apenas sobre auto-promoção - é sobre definir quem você é como médico, o que você representa, e como você pode ajudar seus pacientes. Neste guia, vamos explorar como você pode começar a construir sua marca pessoal como médico. 1. Definindo sua Marca Pessoal Sua marca pessoal é uma combinação de suas habilidades, experiência, valores e personalidade. Para começar a definir sua marca pessoal, faça a si mesmo algumas perguntas. - Quais são suas habilidades e especialidades únicas? - O que o diferencia de outros médicos na sua área? - Que tipo de experiência você quer que seus pacientes tenham quando te visitam? - As respostas a estas perguntas irão formar a base de sua marca pessoal. 2. Comunicando sua Marca Depois de ter uma ideia clara de sua marca pessoal, o próximo passo é comunicá-la efetivamente. Isso pode envolver várias estratégias, desde a criação de um site profissional até a participação em mídias sociais e a escrita de blogs. Lembre-se, cada interação que você tem com um paciente - online ou offline - contribui para a sua marca pessoal. É importante pensar também nas estratégias utilizadas e pontos de contato com o cliente final. De nada adianta um blog, por exemplo, sem uma boa estratégia de SEO - assim como de nada adianta um perfil no instagram sem uma linha editorial. 3. Consistência é a Chave Uma marca pessoal forte é consistente. Isso significa que você precisa garantir que sua mensagem seja coerente em todos os canais e interações. Por exemplo, se você se posiciona como um médico que se preocupa profundamente com seus pacientes, isso deve se refletir não apenas nas suas postagens em redes sociais, mas também na forma como você interage com os pacientes no direct e, posteriormente, em seu consultório. 4. Mantendo sua Marca Pessoal Construir uma marca pessoal não é um evento único - é um processo contínuo. Para manter sua marca pessoal forte, você precisará continuamente avaliar e ajustar sua marca para garantir que ela permaneça relevante e atraente para seus pacientes. Isso pode envolver o monitoramento de feedback dos pacientes, a permanência atualizado com as últimas tendências em medicina, e a adaptação à evolução das expectativas dos pacientes. Conclusão Construir uma marca pessoal forte é uma parte crucial do marketing médico moderno. Não só pode ajudar a diferenciá-lo de seus concorrentes, mas também pode melhorar a confiança dos pacientes e, por fim, levar a um maior sucesso em sua carreira médica. Comece hoje e veja a diferença que uma marca pessoal pode fazer.

  • Relato de um ex-médico feliz

    Fazia muito tempo que não me sentia assim. Frio na barriga, cabeça a mil. Acordo antes do sol sequer pensar em nascer. Mais um dia. Tomo meu banho, um café rápido. Já estou atrasado. Chegando lá, aquele desânimo de sempre toma conta de mim. Paro na porta, inspiro. Abro. Há gente pra todos os lados, correndo e falando de forma ininteligível. Todos de verde. Me dirijo ao vestiário, pego o meu pijama. A lista é infinita, uma bíblia de HMA’s e QP”s onde as páginas se alternam entre síndrome gripal, HAS descontrolada e algum quadro que eu deveria saber, mas não me lembro muito bem agora. Na verdade, eu me lembro muito pouco das coisas. É tanta correria que me esqueci que hoje ainda era quinta. Dor nas costas, fadiga, cervical travada. Esse foi o único caso que eu ainda não consegui resolver. Tenho deixado pra depois desde que me formei, sempre chega alguém mais importante primeiro. Pelo menos os boletos estão em dia, né? Quase isso. Mais um de 36 e fica no zero a zero. Tão pagando bem no noturno do PA. Os anos vão passando, e essa quinta feira ainda não acabou. Vou percebendo que, pouco a pouco, os meninos estão crescendo. Logo mais o meu recém-nascido faz 3 anos. Parece que foi ontem! É, acho que realmente foi. Não sei precisar muito bem. Os amigos vão sumindo. Sempre em busca do papel mais valioso do estado: dinheiro. Vão se guiando e direcionando cada vez mais longe, dizem que quanto mais longe mais você recebe. Deve ser verdade, eu não costumo viajar muito. Os que ficam costumam estar sempre na mesma posição, a vida toda. O pediatra fica na sala 12, sentado com as pernas cruzadas na cadeira, levemente inclinada para a porta. O otorrino fica com aquelas luzes na cabeça, sempre de pé fazendo oroscopia e avaliando placas. O mais engraçado é o cirurgião, que sempre diz que vai durar só duas horinhas mas pelos meus cálculos já está lá, parado, há pelo menos 4 anos e meio. No mesmo lugar. O meu corpo não aguenta mais. A minha mente não aguenta mais. E eu não sei mais o que fazer. Foi então que um dia, por acaso, comecei a perceber o sutil brilho de uma saída que se desvelava à minha frente. O verde pastoso do meu pijama de hospital já não era mais o único horizonte disponível. Uma paleta vibrante de possibilidades diferentes começou a pintar o quadro da minha vida. Subitamente, senti-me livre para explorar um mundo que eu pouco conhecia, mas que me prometia maravilhas - muito maiores do que jamais imaginei. Saí do eco dos corredores de azulejos brancos para um espaço onde a luz do dia podia realmente me alcançar. Onde meu coração batia no ritmo de novas descobertas, não no tic-tac de um bip que explodiria a qualquer momento. Me desfiz das correntes que me prendiam ao chão frio do hospital e dei um salto rumo ao desconhecido. Uma vez lá, descobri um universo novo, de aprendizado contínuo, de desafios diários e de vitórias sinceras que despertavam o mais profundo do meu ser. Minhas mãos, que antes seguravam o estetoscópio e anotavam às pressas sintomas e sinais, agora eram ferramentas para trilhar um novo caminho. Passaram a criar conexões, tecer narrativas, desenhar novos horizontes para pessoas como eu. Hoje, o som da minha respiração, tranquila e serena, preenche a sala. Sinto a brisa suave vinda da janela aberta, enquanto a luz do sol banha meu novo ambiente de trabalho, repleto de esperança e oportunidades. Hoje, eu não consigo mais ir ao hospital. Me dá calafrios. Aquelas luzes, o ar de que há algo errado... No fim, uns se tornam cadeira, outros capote. Alguns, história. Agora sou eu quem tem medo de médico. Mas descobri que há muito mais além do que eu podia ver. Resolvi o único caso que me faltava - e que sem eu saber, era o mais importante. Hoje eu sou feliz.

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