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Enterococos: Tratamento, Patologias e Antimicrobianos Sensíveis

Enterococcus spp. são bactérias gram-positivas que causam infecções hospitalares e comunitárias significativas.


O tratamento de infecções por Enterococcus varia conforme a espécie, o tipo de infecção e o perfil de sensibilidade antimicrobiana, representando um desafio crescente na prática clínica moderna.



Patologias Associadas


Enterococcus spp. causam endocardite, infecções intra-abdominais, infecções do trato urinário, infecções de feridas e bacteremia. A endocardite por E. faecalis é particularmente preocupante, requerendo terapia combinada prolongada para alcançar atividade bactericida.



Tratamento de Enterococcus Sensíveis


Enterococcus spp. sensíveis a antimicrobianos são tratados com combinações como aminopenicilinas (ex.: ampicilina) ou vancomicina mais aminoglicosídeos (ex.: gentamicina) para endocardite, e opções como piperacilina/tazobactam ou carbapenêmicos para infecções intra-abdominais ou urinárias.



Endocardite por E. faecalis Sensível


Usa-se penicilina, ampicilina, amoxicilina, piperacilina ou vancomicina combinadas com gentamicina ou estreptomicina para atividade bactericida. Alternativa é ampicilina + ceftriaxona se aminoglicosídeo contraindicado. Imipenem e meropenem são ativos contra E. faecalis sensível.


Tratamento de Enterococcus Resistentes à Vancomicina (VRE)


Em infecções por Enterococcus spp. resistentes à vancomicina (VRE), priorizam-se daptomicina, linezolida ou tedizolida se suscétveis, com alternativas como oritavancina, tigeciclina, eravaciclina ou cloranfenicol.



Resistência Intríseca e Adquirida


Resistência intríseca ocorre a β-lactamases, aminoglicosídeos de baixa dose, clindamicina (E. faecalis), quinupristina-dalfopristina (E. faecalis) e sulfametoxazol-trimetoprima. Resistência adquirida à vancomicina (gene vanA) é comum em isolados hospitalares.



Opções de Tratamento por Tipo de Infecção


Infecções Cutâneas Complicadas

Daptomicina, linezolida, tedizolida, tigeciclina ou omadaciclina.


Infecções Intra-Abdominais

Piperacilina/tazobactam, imipenem/cilastatina, meropenem, tigeciclina ou eravaciclina.



Tendências de Resistência 2025-2026


Tendências de resistência em 2025-2026 mostram alta prevalência em amostras animais e hospitalares, mas diretrizes atualizadas enfatizam testes de susceptibilidade (EUCAST 2025) e stewardship antimicrobiano. Todas as isoladas de frango foram resistentes a pelo menos um antibiótico, com >80% resistentes a tetraciclina e eritromicina em E. faecalis/E. faecium.


Em surtos hospitalares (2021-2023), VRE (vanA/vanB) foram controlados por medidas de higiene; risco aumentado por carbapenêmicos/cefalosporinas. Atualizações EUCAST 2025 e BrCAST guiam disco-difusão para vancomicina em E. faecalis/E. faecium.



Recomendações Gerais


Recomendações gerais priorizam testes de susceptibilidade in vitro (ex.: EUCAST/BrCAST) para guiar terapia, com foco em controle de surtos e evitar overuse de vancomicina. Diretrizes ANVISA 2023 e guias ambulatoriais 2025 reforçam uso racional sem prolongar cursos por resistência.


O conhecimento aprofundado sobre Enterococcus, suas patologias associadas e opções de tratamento é essencial para profissionais de saúde. Com o aumento da resistência antimicrobiana, é crucial manter-se atualizado sobre as últimas recomendações de tratamento e utilizar testes de susceptibilidade para guiar a terapia antimicrobiana.

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