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Calculadora de eixo elétrico - Eletrocardiograma

Atualizado: 11 de dez. de 2024




Prováveis etiologias de desvios em eixo elétrico cardíaco:

O desvio do eixo elétrico à esquerda ocorre quando o vetor de despolarização ventricular se desloca para o lado esquerdo do coração. Este desvio é geralmente considerado anômalo e pode estar associado a várias condições clínicas, incluindo:


  • Hipertrofia ventricular esquerda (HVE): A HVE é a principal causa de desvio à esquerda, frequentemente causada por hipertensão crônica não tratada ou doenças das válvulas cardíacas (como estenose aórtica).


  • Infarto do miocárdio anterior: A necrose do músculo cardíaco pode alterar a direção do vetor elétrico.


  • Bloqueio de ramo esquerdo (BRE): O bloqueio da condução no ramo esquerdo do feixe de His resulta em atraso na despolarização do ventrículo esquerdo, o que pode causar desvio para a esquerda.


  • Doenças valvulares: Como a estenose aórtica ou a insuficiência mitral, que sobrecarregam o ventrículo esquerdo e podem alterar o vetor de despolarização.


  • Cardiopatias isquêmicas: Como o infarto do miocárdio, que afeta a área anterior ou superior do ventrículo esquerdo.


    No ECG, o desvio à esquerda é geralmente definido por um eixo entre -30º e -90º. Esse desvio pode ser leve ou mais acentuado, dependendo da gravidade da condição subjacente.

O desvio do eixo elétrico à direita ocorre quando o vetor de despolarização se move para a direita do coração. Este tipo de desvio também pode ser um indicativo de várias condições clínicas e é comumente associado a:


  • Hipertrofia ventricular direita (HVD): Pode ser causada por condições como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), hipertensão pulmonar ou doenças das válvulas cardíacas, como a insuficiência pulmonar.

  • Embolia pulmonar: A obstrução arterial pulmonar pode aumentar a pressão no ventrículo direito e causar desvio do eixo elétrico.

  • Bloqueio de ramo direito (BRD): O bloqueio do ramo direito do feixe de His pode retardar a despolarização do ventrículo direito, causando um desvio para a direita.

  • Cardiopatias pulmonares: Doenças pulmonares como a DPOC, fibrose pulmonar e apneia obstrutiva do sono podem alterar o equilíbrio de pressão nos ventrículos.

  • Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW): Em alguns casos, a presença de uma via acessória de condução pode alterar o vetor de despolarização ventricular, resultando em desvio à direita.


    O desvio à direita é definido por um eixo entre 90º e 180º no ECG. Embora o desvio à direita possa ser observado em pessoas saudáveis, especialmente em jovens ou atletas, um desvio acentuado ou com sinais de gravidade associados pode ser indicativo de uma condição clínica importante.

O desvio extremo de eixo elétrico, também conhecido como eixo elétrico indeterminado, ocorre quando o vetor de despolarização se desloca para posições muito afastadas das áreas típicas (geralmente para os quadrantes extremos do gráfico do ECG).


Isso é indicado por um eixo superior a 180º ou abaixo de -90º, levando a um eixo entre -90º e -180º. As possíveis causas incluem:


  • Infarto transmural: infarto miocárdico extenso, que afeta grandes áreas do músculo cardíaco, pode mudar significativamente a direção do vetor elétrico, por morte celular ou atrasos condutivos.


  • Bloqueio de ramo completo (bilateral): o bloqueio de ramo esquerdo e direito simultâneo pode causar um desvio extremo, pois o impulso elétrico precisaria contornar as áreas bloqueadas. Isso gera uma alteração importante no vetor final.


  • Cardiopatias graves: como a miocardiopatia dilatada avançada (aumento ventricular concêntrico, onde a parede miocárdica aumenta com perda de volume interno) ou a doença cardíaca congênita que alteram as condições elétricas do coração de forma significativa.


  • Condutos anormais: presença de arritmias ou outras condições que afetam a propagação do estímulo elétrico, como a síndrome de Wolff-Parkinson-White com múltiplas vias acessórias.


  • Malformações cardíacas: alterações estruturais do coração, como defeitos no septo ventricular, podem levar a desvios extremos.


Para entender melhor e com calma o que é e como funciona o eletrocardiograma, clique aqui.

Eletrocardiograma normal.


Perguntas frequentes


Desvio de eixo sempre indica doença cardíaca?


Não necessariamente — variações leves podem ser normais dependendo do biotipo e idade. Desvios importantes (especialmente eixo indeterminado) merecem correlação clínica e, se necessário, investigação adicional.


O eixo elétrico sozinho fecha diagnóstico?


Não. O eixo é um dado do ECG que deve ser interpretado junto com ritmo, frequência, morfologia de ondas e contexto clínico — nunca isoladamente.


Conteúdo assinado pelo Dr. Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe (CRM/MG 105.721), médico com experiência em emergência pediátrica. Revisado em 26/07/2026.


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