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Tratamento da asma: guidelines e etapas de controle

7 de out. de 2024
3 min de leitura

Resposta rápida


O tratamento da asma segue etapas (GINA/step-up): corticoide inalatório em baixa dose é a base do controle na maioria dos casos, associado a broncodilatador de longa ação quando não controlado; formas graves podem exigir biológicos. Broncodilatador de curta ação (resgate) é para alívio de crise, não controle de base — usar apenas o de resgate, sem corticoide inalatório, é erro comum de manejo.


A asma é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora não tenha cura, é possível controlar a doença e viver uma vida normal com o tratamento adequado.


O manejo da asma é feito em etapas, de acordo com o nível de controle dos sintomas, e envolve uma combinação de medicamentos de alívio e de controle a longo prazo. Neste post, vamos explorar as etapas do tratamento da asma e como elas ajudam a manter a doença sob controle.



Entendendo as etapas do tratamento da asma


O tratamento da asma é dividido em cinco etapas, que são ajustadas conforme a gravidade dos sintomas e o nível de controle da doença.


Criança em uso de nebulizador

O objetivo principal é alcançar e manter o controle da asma com a menor quantidade possível de medicamentos, garantindo que o paciente tenha uma boa qualidade de vida.


  1. Etapa 1: Medicação de resgate para alívio dos sintomas A primeira etapa do tratamento é indicada para pacientes com sintomas leves e ocasionais. Nessa fase, o paciente utiliza medicamentos de resgate, como os broncodilatadores de curta duração (β2-agonistas), para alívio rápido dos sintomas, como falta de ar e chiado no peito.


    A medicação é usada conforme a necessidade, ou seja, quando o paciente sentir os sintomas de uma crise asmática. Além disso, recomenda-se a educação do paciente e o controle de fatores ambientais que possam desencadear os sintomas.


  2. Etapa 2: Controle leve da asma Quando o paciente apresenta sintomas mais frequentes, mesmo que leves, entra na segunda etapa do tratamento. Aqui, além da medicação de resgate, é introduzido um corticoide inalatório em dose baixa para o uso diário.


    O corticoide inalatório é o principal medicamento de controle da asma a longo prazo, pois reduz a inflamação das vias aéreas, prevenindo novas crises. Alternativamente, alguns pacientes podem usar um antagonista dos receptores de leucotrienos.


  3. Etapa 3: Controle moderado Se os sintomas persistirem, mesmo com o uso de corticoides em doses baixas, é necessário aumentar a intensidade do tratamento. Na etapa 3, combina-se o corticoide inalatório em dose baixa com um broncodilatador de longa duração.


    Essa combinação permite um melhor controle da inflamação e previne a broncoconstrição, garantindo uma respiração mais livre ao longo do dia. A adesão ao tratamento é crucial para evitar exacerbações e manter os sintomas sob controle.


  4. Etapa 4: Controle de asma grave Pacientes que não respondem adequadamente à combinação de corticoide e broncodilatador na etapa 3 podem precisar aumentar a dose do corticoide inalatório para uma dose média ou alta.


    A combinação com o broncodilatador de longa duração permanece. Além disso, pode-se introduzir um terceiro medicamento, como o antagonista de leucotrienos ou o tiotrópio, para melhorar o controle dos sintomas.


  5. Etapa 5: Asma grave e difícil de controlar Quando a asma permanece não controlada, mesmo após seguir as etapas anteriores, é necessário recorrer a terapias mais avançadas.


    Isso pode incluir o uso de corticoides orais em doses baixas a longo prazo, além de considerar tratamentos biológicos para pacientes com asma grave. Os medicamentos biológicos, como os anti-IgE e anti-IL-5, são indicados para casos de asma grave alérgica ou eosinofílica, oferecendo uma nova opção de tratamento para aqueles que não respondem bem às terapias tradicionais.



Como monitorar e ajustar o tratamento da asma


O controle da asma deve ser monitorado regularmente pelo médico. A cada consulta, o profissional de saúde avaliará o nível de controle da doença com base nos seguintes critérios:

  • Frequência dos sintomas diurnos e noturnos

  • Necessidade de usar medicação de alívio

  • Limitação nas atividades físicas diárias

  • Função pulmonar (Pico de Fluxo Expiratório ou Espirometria)


Com base nessa avaliação, o tratamento pode ser ajustado. Se o paciente estiver com a asma bem controlada por pelo menos três meses, o médico pode reduzir gradualmente a medicação. Por outro lado, se os sintomas piorarem, pode ser necessário aumentar a intensidade do tratamento.


O tratamento da asma é personalizado e ajustado de acordo com o nível de controle dos sintomas e a resposta ao tratamento. Seguir as etapas de controle e realizar o acompanhamento médico regular é fundamental para manter a asma sob controle e garantir uma boa qualidade de vida.


Se você sente que seus sintomas estão piorando ou não consegue manter a doença sob controle, converse com seu médico para ajustar o tratamento.


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